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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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AQUECIMENTO GLOBAL E O FUTURO ASSOMBROSO

Mäyjo, 27.03.15

 

O aquecimento global pode ser considerado um dos mais sérios de todos os desafios ambientais.

Apesar do mundo industrializado ser responsável pela maioria das emissões que dão origem ao aquecimento global, os efeitos serão sentidos em todo o mundo. Espera-se uma mudança mais rápida no clima do que em qualquer outra altura, nos últimos 10 000 anos, o que provocará alterações económicas, sociais e ambientais ao longo do século XXI.

Os países em desenvolvimento, sobretudo as suas populações mais pobres, deverão ser os mais afectados pela diminuição das colheitas, crescente escassez de água e subida do nível médio das águas do mar, que acompanharão o aquecimento global.

De acordo com as melhores estimativas, as colheitas mundiais serão ligeiramente reduzidas no século XXI. Isto provavelmente aumentará os preços dos bens alimentares e a fome. Os efeitos serão distribuídos de uma forma que agravará as desigualdades existentes, acentuará os padrões de pobreza e a fome. Algumas áreas, como a Europa e o Canadá, deverão beneficiar de melhores colheitas. Mas, espera-se que o rendimento das colheitas diminua em África, na Ásia do Sul e na América Latina, onde habita a maioria das pessoas pobres e famintas. Um estudo recente prevê que as colheitas diminuirão em mais de 30% na Índia e no Paquistão, até ao ano 2050.

Prevê-se, também, uma maior irregularidade na distribuição da precipitação por todo o planeta. De um modo geral, os que têm e que recebem o suficiente no presente, provavelmente receberão mais, enquanto que os que não têm receberão menos. A escassez de água deverá aumentar sendo a África Subsariana, os Estados Árabes, a Ásia do Sul e a Europa particularmente afectados. Os desertos poderão alastrar em todas as regiões, com excepção da Europa.

O aumento do nível dos mares pode ameaçar a vida de milhões de pessoas nos países em desenvolvimento. Com um aumento de um metro no nível do mar, devido em parte ao aquecimento global, o Bangladesh poderá ver a sua área terrestre diminuir em 17%, apesar de só produzir 1,3% das emissões globais de gases responsáveis pelo efeito de estufa. O Egipto poderá ver desaparecer 12% do seu território, onde residem actualmente sete milhões de pessoas.

O aumento do nível dos mares ameaça tornar inabitável muitas das pequenas nações insulares (tais como as Maldivas e Tuvalu) e, transformar em pântanos vastas áreas de outros países.

 

 

 

Adaptado de Relatório do Desenvolvimento Humano,

PNUD, 1998.

EMPRESA HOLANDESA PREVÊ QUE AGRICULTORES DO FUTURO ESTARÃO EM CAVES, NÃO NO CAMPO

Mäyjo, 27.03.15

plantlab_SAPO

Em 2050, 85% da população global de então – cerca de nove mil milhões de pessoas – viverá nas cidades, o que causará escassez de água e alimentos mesmo que, até lá, o consumo seja drasticamente reduzido.

A empresa holandesa PlantLab sabe disso e prepara já o futuro com um método de agrícola revolucionário, que permite a plantação de alimentos em caixas subterrâneas, utilizando menos energia, espaço e água que os métodos tradicionais.

“Os agricultores do futuro estarão em caves, não nos campos”, explicou ao Inhabitat Gertjan Meeuws, responsável pelo projecto. A visão da PlantLab assume que a população do futuro terá acesso a alimentos nutritivos, baratos e seguros através da agricultura urbana, ainda que o desafio seja complexo.

“Estamos a cultivar os melhores vegetais, tomates e ervas nas caves. E isso levará a produção agrícola ao local onde vivemos, as cidades, criando milhares de empregos”, continuou.

Um algoritmo sofisticado mantém as condições óptimas para qualquer tipo de planta, para que os solos sejam três vezes mais rentáveis que a melhor estufa da actualidade e 40 vezes que os campos.

A infra-estrutura permitirá aos vegetais crescerem uns em cima de outros e ficarem isolados de elementos como as secas, doenças ou pestes. O processo inclui ainda iluminação LED e via infra-vermelhos e utiliza apenas 10% da água que uma plantação tradicional.

Segundo os responsáveis pelo PlantLab, será preciso uma área equivalente a apenas a um quarto do tamanho da Holanda para alimentar nove mil milhões de pessoas com 200 gramas de vegetais e plantas por dia.

As primeiras infra-estruturas deverão chegar às cidades nos próximos anos, à medida que o preço dos LED – o principal impeditivo desta oferta estar já no terreno – começam a descer.

 

O futuro da agricultura?